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Entradas categorizadas como ‘De nada’

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Março 31, 2007 · Deixe um Comentário

Foi na França, perto de Reims. Era um espião alemão durante a primeira Guerra Mundial. Dizem que foi capturado enquanto assinalava as posições do exército francês aos alemães com uma lanterna. Dizem que confessou receber cem francos franceses por cada informação que dava aos alemães. É estranho, é verídico e foi executado.

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(17) Rapariga com máquina de escrever e sem brinco de pérola.

Março 23, 2007 · Deixe um Comentário

A solidão e a ascese são imagens bucólicas que não se compadecem com uma máquina de escrever. Por mais que a senhora olhe por cima do ombro nunca vai encontrar o mundo idílico.

Embrenhe-se no presente e dê umas caminhadas. Que estas sejam à chuva, para ser mais romântico, e, se possível, acompanhada por doses generosas de paracetamol, ácido ascórbico, hesperidina e maleato de clorfenamina. Ah! E não se esqueça do lenço. Constipações há muitas, mas cavalheiros não tanto.

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14

Março 19, 2007 · Deixe um Comentário

De tudo o que lera no tal livro que, alguém lhe dissera, valia uma literatura só se lembrava daquela frase parva e sem sentido:

«Para o largo, para o largo, meu anzol!»

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(11) Em torno do torno

Fevereiro 9, 2007 · Deixe um Comentário

Amadeu Trambolho vivia em torno do torno. Um dia partiu-se o torno e o caderno de encargos não contemplava tamanha desgraça. Não sei se foi maior o desconsolo se o consolo de poder amaldiçoar a vida. Deus vingou-se e não lhe permitiu o primeiro prémio nos jogos da Santa Casa.

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10

Outubro 17, 2006 · 3 Comentários

Ele lá ia dizendo o credo, lá ia desfiando mandamentos, lá ia fintando pensamentos, lá ia sem ir. À noite estudaria o seu latim. rosa, rosae… rex, regis. Entupia-se em magnificências imaginadas e nunca digeridas. As horas de deserto são propícias à reflexão.

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9

Setembro 20, 2006 · 2 Comentários

Já dizia o Nuno Rapazote, filho de um galego cego que um dia – ninguém sabe porquê – estabeleceu comércio de aves em Santa Comba, que um cavalheiro que se dê ao respeito só pode surgir nos jornais por três vezes, e que a do necrotério não conta para a contagem. Uma quando conseguir, na feira de Febres, imitar o sorriso de Gioconda, outra quando conseguir pesar a própria vida em arrobas, e a terceira quando lhe chamarem sete vezes maldito. Também tinha fantasias, imaginava-se um georgiano de má índole e olhar coalhado.

 

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6

Setembro 19, 2006 · 3 Comentários

Enquanto lutava contra o desamor e o esquecimento, percorria o caminho que a levaria até ao cemitério. Caiu novo, o noivo, foi breve como a cigarreira do outro. Amaldiçoa, ela, o momento em que não se soube resguardar. Agora erguem-se orfanatos, asilos, hospitais e hospícios. Quem é que a mandou vestir-se de columbina? Quem? Agora, é isto, está reduzida a isto: habitante de asilo em luta contra o desamor e o esquecimento. Se a vida lhe der outra oportunidade, vestir-se-á de alcoólica incestuosa e apaixonada por um trompetista preto. Preto como o da gravura que um dia viu.

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5

Setembro 18, 2006 · Deixe um Comentário

Feche as pernas, diz o Jaquim Bonito, fotógrafo profissional e encartado por milhares de casamentos baptizados e outras entregas ao domicílio. Feche as pernas, insiste, que nas fotografias os homens, os noivos, os padrinhos, os putos de calções, o cura e afins não podem ficar de pernas abertas. Abre-se uma excepção para o cura quando de sotaina. Feche as pernas, vai dizendo o Jaquim Bonito, enquanto Jarculina, esposa devotada e assistente de fotógrafo, ajeita véus, grinaldas e, de quando em vez, o próprio Sol. Tal como nas telenovelas e nos livros do Lucky Luke.

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Setembro 18, 2006 · 1 Comentário

Ecoponto amarelo: a lata que se transforma no para-lamas da bicicleta da minha tia.

A tia que se transforma na lata do para-lamas da bicicleta amarela.

A minha tia tem um ponto amarelo no para-lamas da bicicleta de lata.

A minha tia tem a lata de se transformar num eco-para-lamas com um ponto amarelo.

O eco da minha tia é um ponto amarelo na bicicleta de lata.

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Jogos proibidos.1

Setembro 17, 2006 · 1 Comentário

Até agora o melhor papel de retrete para escrever posts ligeiramente jocosos, lúdicos, ofensivos e desinteressantes ainda é um blogue. Este é tão bom como qualquer outro. Quanto ao título, é o título de um  filme de René Clément. E basta.

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