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(13) Bilhete postal

Março 19, 2007 · Deixe um Comentário

Não sabia como te dizer, pois há coisas que se não dizem. Basicamente, despeço-me assim, por postal, porque não tive coragem de te dizer mais cedo que te ia deixar para que pudéssemos ser sozinhos os dois. Enfim, escreverei aqui palavras de auto flagelação com o intuito de que me desculpes a minha cobardia. Caso o não faças, deves ter a noção de que guardarás para ti o rancor e o ódio, uma vez que não regressarei e não terás qualquer hipótese de me comunicar o perdão que espero da tua dignidade. Eu, na minha egoísta cobardia, fico com a dúvida que me poderá servir de consolo.

Daquele que não é teu,

Sílvio Benedito Hidiórgenes Pampolino

Categorias: despedidas

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