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(15) Bilhete postal

Março 19, 2007 · 2 Comentários

Não adianta escrever mais do que o indispensável. A vida não foi o encantamento em que acreditei. A culpa foi minha, tu surgiste apenas como um desvio ao desamor. Dizem que há mágoas, mas também há quem diga que o céu é apenas uma espécie de cais para esperar eternamente. A minha vida tem sido uma eterna espera. Acabei por não te conhecer melhor do que conheceria qualquer estranho que me oferecesse desamor. Acabei por me atirar para um oceano diferente. Navego com a esperança de te reencontrar no dia em que as palavras não passem de acessórios. O postal é lamechas, eu sei-o, mas eu também o sou, tu sabe-lo. Não esperes por mim.

Com o amor possível,

Armanda do Nascimento de Jesus

Categorias: despedidas

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