Já dizia o Nuno Rapazote, filho de um galego cego que um dia – ninguém sabe porquê – estabeleceu comércio de aves em Santa Comba, que um cavalheiro que se dê ao respeito só pode surgir nos jornais por três vezes, e que a do necrotério não conta para a contagem. Uma quando conseguir, na feira de Febres, imitar o sorriso de Gioconda, outra quando conseguir pesar a própria vida em arrobas, e a terceira quando lhe chamarem sete vezes maldito. Também tinha fantasias, imaginava-se um georgiano de má índole e olhar coalhado.
