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(8) Educação

Setembro 19, 2006 · 2 Comentários

Dois deram em bebedores de bagaço. Quatro foram agricultores. Um foi cornudo, mas um dia deixou-se disso. Um foi pederasta e nunca abandonou o hábito. Um teve o hábito vestido durante quarenta e três anos e despiu-o quando entrou num prostíbulo com a sã intenção de purificar as pobres almas. Outro perdeu o tino na guerra, ainda que alguns digam que já se perdera antes. Aquele lá de cima, matou-se a trabalhar. Dois foram felizes e um terceiro nunca pensou nisso. Houve quatro que partiram os cornos em garraiadas e touradas afins. Um defendia a pena de morte até que lhe nasceu um filho. Dois nunca casaram com mulheres. Aquele nunca se livrou do cheiro a açafrão. Um perdeu a alma no colégio e chegou a adulto já vazio. Um morreu a sonhar que era um pastor na estrada de Damasco. Dois rezavam ao anjo da guarda. Dois tiveram instintos suicidas. Outro, aquele ali à frente, nunca soube conciliar a castidade com a liberdade. Outro viveu sempre com o olhar fixo. E mais não sei.

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