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Setembro 19, 2006 · 3 Comentários

Enquanto lutava contra o desamor e o esquecimento, percorria o caminho que a levaria até ao cemitério. Caiu novo, o noivo, foi breve como a cigarreira do outro. Amaldiçoa, ela, o momento em que não se soube resguardar. Agora erguem-se orfanatos, asilos, hospitais e hospícios. Quem é que a mandou vestir-se de columbina? Quem? Agora, é isto, está reduzida a isto: habitante de asilo em luta contra o desamor e o esquecimento. Se a vida lhe der outra oportunidade, vestir-se-á de alcoólica incestuosa e apaixonada por um trompetista preto. Preto como o da gravura que um dia viu.

Categorias: De nada

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